18 de nov de 2012

ANO DA FÉ (II)

Dando continuidade aos estudos do Concílio Vaticano II para o Ano da Fé, trataremos agora sobre a Constituição conciliar SACROSANCTUM CONCILIUM, sobre a Liturgia.

A seguir, alguns trechos importantes, que valem a pena serem considerados em dias como os de hoje, onde a Liturgia anda sendo tratada com tanta irreverência e profanação.

Vamos lá:


Um dos trechos principais, e também menos aplicados nas Missas em nossas paróquias, é o que diz:

"Por isso, ninguém mais, mesmo que seja sacerdote, ouse, por sua iniciativa, acrescentar, suprimir ou mudar seja o que for em matéria litúrgica.

 Quantos não são os sacerdotes que desobedecem esse pedido? A constituição segue dizendo:

"Nas celebrações litúrgicas, limite-se cada um, ministro ou simples fiel, exercendo o seu ofício, a fazer tudo e só o que é de sua competência, segundo a natureza do rito e as leis litúrgicas."

 Nesse caso, além dos sacerdotes, muitos são também os leigos que se julgam no direito até mesmo de usurpar o que pertence ao sacerdote. No entanto, o Concílio pede sim que haja maior participação do fiel. Vejamos o que é pedido:

"Para fomentar a participação activa, promovam-se as aclamações dos fiéis, as respostas, a salmodia, as antífonas, os cânticos, bem como as acções, gestos e atitudes corporais. Não deve deixar de observar-se, a seu tempo, um silêncio sagrado."

 Em geral, o que se pede é um estímulo a que o povo em geral faça o que sempre foi feito pelo acólito, que respondia e executava gestos e ações representando o povo. Assim, é louvável, como já dizia o Santo Papa Pio X, favorecer um entendimento e uma participação ativa dos leigos na Liturgia. Isso não quer dizer que lhes deve ser permitido fazer qualquer coisa que não seja estritamente a parte do leigo, como a própria constituição indica: respostas, cânticos, aclamações, ou seja, tudo que o acólito tem a obrigação de fazer durante a Missa.

Alguns argumentaram, após o concílio, que para melhor facilitar a participação e o entendimento dos fieis, deveria-se abandonar o latim na Liturgia. A Constituição Conciliar responde:


"Deve conservar-se o uso do latim nos ritos latinos, salvo o direito particular.
Dado, porém, que não raramente o uso da língua vulgar pode revestir-se de grande utilidade para o povo, quer na administração dos sacramentos, quer em outras partes da Liturgia, poderá conceder-se à língua vernácula lugar mais amplo, especialmente nas leituras e admonições, em algumas orações e cantos, segundo as normas estabelecidas para cada caso nos capítulos seguintes."

"A língua vernácula pode dar-se, nas missas celebradas com o povo, um lugar conveniente, sobretudo nas leituras e na «oração comum» e, segundo as diversas circunstâncias dos lugares, nas partes que pertencem ao povo, conforme o estabelecido no art. 36 desta Constituição."
 
 "Faça-se a revisão do texto e das cerimónias do rito das Ordenações. As alocuções do Bispo, no início da ordenação ou sagração, podem ser em vernáculo."

 Ou seja, o concílio pede sim o uso de vernáculo, MAS APENAS nas leituras e na oração comum, ou seja, aonde já havia concessão segundo o Missal de 1962 promulgado por João XXIII. Não se sugere, antes se estimula, o uso do latim nos ritos latinos. Portanto, o Concílio pede que se use o latim, o que é ignorado por 99% dos sacerdotes e bispos que tanto defendem as "inovações"conciliares.


  "Conforme à tradição secular do rito latino, a língua a usar no Ofício divino é o latim. O Ordinário poderá, contudo, conceder, em casos particulares, aos clérigos para quem o uso da língua latina for um impedimento grave para devidamente recitarem o Ofício, a faculdade de usarem uma tradução em vernáculo, composta segundo a norma do art. 36."

 Note-se o que diz o texto conciliar: "impedimento grave". Ou seja, o Ofício divino (antigo Breviário, atual Liturgia das Horas) DEVE ser em latim, salvo impedimento grave em casos particulares.

Agora, tratemos do canto litúrgico. É gritante hoje a introdução de música profana na Liturgia da Missa. Mas será que isso foi pedido do Concílio?

 "A Igreja reconhece como canto próprio da liturgia romana o canto gregoriano; terá este, por isso, na acção litúrgica, em igualdade de circunstâncias, o primeiro lugar.
Não se excluem todos os outros géneros de música sacra, mormente a polifonia, na celebração dos Ofícios divinos, desde que estejam em harmonia com o espírito da acção litúrgica, segundo o estatuído no art. 30."

 Ou seja: CANTO GREGORIANO NA MISSA! Ou, no máximo, o uso da polifonia, também muito piedosamente. Ou seja, os padres que permitem outro tipo de música na liturgia estão desobedecendo o Concílio!


"Tenha-se em grande apreço na Igreja latina o órgão de tubos, instrumento musical tradicional e cujo som é capaz de dar às cerimónias do culto um esplendor extraordinário e elevar poderosamente o espírito para Deus."

 O que o Concílio pede: órgão de tubos! O que se encontra hoje nas paróquias? Violões, pandeiros, baterias, guitarras, etc.

"Podem utilizar-se no culto divino outros instrumentos, segundo o parecer e com o consentimento da autoridade territorial competente, conforme o estabelecido nos art. 22 § 2, 37 e 40, contanto que esses instrumentos estejam adaptados ou sejam adaptáveis ao uso sacro, não desdigam da dignidade do templo e favoreçam realmente a edificação dos fiéis."

Agora pergunto: que Bispo realmente considera uma bateria um instrumento adaptável ao uso sacro? Qual é o prelado que pensa que uma guitarra elétrica mantém a dignidade do tempo, e favorece a edificação dos fieis? Bom, como não sou Bispo, prefiro não responder.




Em suma, vemos que o Concílio Vaticano Segundo, através da sua Constituição SACROSANCTUM CONCILIUM, pediu: o uso do latim, o canto gregoriano, e o órgão de tubos como instrumento sacro. Além disso, proibiu que padres mudassem o que quer que seja na Liturgia, e também proibiu que leigos extrapolassem o que lhe é permitido na Liturgia.


Que esse ano da Fé sirva para aplicarmos o que pede o Concílio em nossas paróquias, banindo os violões, guitarras, e baterias; eliminando os cantos profanos e resgatando o canto gregoriano; acabando com o vernáculo e reintroduzindo o latim na Missa; e recolocando o leigo no seu devido lugar, ou seja, de joelhos no banco, contemplando, rezando, meditando, e sim, respondendo e cantando quando necessário, durante a Missa.

5 de nov de 2012

ANO DA FÉ (I)

O Papa pediu que, nesse Ano da Fé por ele proclamado, se estude os documentos do Concílio Vaticano II.

Antendendo ao seu pedido, iniciaremos uma pequena série de postagens relativas ao tema, levantando especialmente questões polêmicas e relembrando alguns trechos importantes dos documentos conciliares.

Começaremos, portanto, com o assunto Ecumenismo. O assunto é tratado no Decreto UNITATIS REDINTEGRATIO.

Toda a polêmica consiste na suposta contradição de seu texto com as definições anteriores, especialmente com o dogma de que "fora da Igreja não há salvação" (IV Concílio de Latrão) e alguns erros condenados no Syllabus.

O resumo do decreto é mais ou menos o seguinte: ao invés de se condenar os erros dos "cristãos não-católicos", deve-se buscar o diálogo e a aproximação através dos seus acertos, ou seja, do que há em comum entre protestantes e católicos.

Assim, muitos argumentam que é uma contradição ao que a Igreja sempre pregou, condenando os hereges e cismáticos, certa de agira na Santa Caridade, que manda apontar os erros a fim de corrigir o próximo.

Em si, não parece haver nada de contrário a Fé a recomendação de dialogar e buscar aproximar não-católicos pelos pontos comuns de doutrina. No entanto, há um trecho que talvez seja o cerne da discussão, pois parece afirmar o contrário do dogma de que "fora da Igreja não há salvação":    


"Também não poucas acções sagradas da religião cristã são celebradas entre os nossos irmãos separados. Por vários modos, conforme a condição de cada Igreja ou Comunidade, estas acções podem realmente produzir a vida da graça. Devem mesmo ser tidas como aptas para abrir a porta à comunhão da salvação.
"Por isso, as Igrejas e Comunidades separadas, embora creiamos que tenham defeitos, de forma alguma estão despojadas de sentido e de significação no mistério da salvação. Pois o Espírito de Cristo não recusa servir-se delas como de meios de salvação cuja virtude deriva da própria plenitude de graça e verdade confiada à Igreja católica."


O trecho acima possui afirmações fortes, que podem gerar - e realmente o fizeram - confusão nos católicos. No entanto, como afirmado em postagens anteriores, o próprio Syllabus de Pio IX condena quem crê que um concílio ecumênico possa ensinar erros de Fé ou de Moral. Dessa maneira, é preciso fazer uma leitura cuja interpretação esteja em acordo com a Tradição Católica.

Como diz o trecho citado do decreto conciliar, as ações dos "irmãos separados" pode produzir a vida da graça, sendo aptas a abrir a porta para a salvação. A única maneira de entender isso é afirmando que as religiões cirstãs não-católicas podem ser um passo em direção a Igreja Católica. Embora possamos ver que hoje isso não se comprova, os reduzidos casos em que isso realmente ocorre podem sustentar essa interpretação. Ora, se um ateu se converte a uma igreja protestante, e com boa vontade e coração reto aprende, pela leitura do Evangelho, que Cristo fundou uma única Igreja sobre Pedro, ele irá se converter a Igreja Católica e poderá salvar-se. Nesse caso, a igreja protestante foi um meio de salvação, produzindo a vida da graça na medida em que levou o ateu até a única Igreja de Cristo.

O próprio decreto, na sequência do trecho que expusemos, resolve algumas das dificuldades:


"Contudo, os irmãos separados, quer os indivíduos quer as suas Comunidades e Igrejas, não gozam daquela unidade que Jesus quis prodigalizar a todos os que regenerou e convivificou num só corpo e numa vida nova e que a Sagrada Escritura e a venerável Tradição da Igreja professam. Porque só pela Igreja católica de Cristo, que é o meio geral de salvação, pode ser atingida toda a plenitude dos meios salutares. Cremos também que o Senhor confiou todos os bens da nova Aliança ao único colégio apostólico, a cuja testa está Pedro, com o fim de constituir na terra um só corpo de Cristo. É necessário que a ele se incorporem plenamente todos os que de alguma forma pertencem ao Povo de Deus. Este Povo, durante a peregrinação terrena, ainda que sujeito ao pecado nos seus membros, cresce incessantemente em Cristo. É conduzido suavemente por Deus, segundo os Seus misteriosos desígnios, até que chegue, alegre, à total plenitude da glória eterna na celeste Jerusalém.


 Sendo assim, somente a "Igreja católica de Cristo" é o "meio geral de salvação", e somente através dela se pode atingir a "plenitude dos meios salutares [de salvação]". Também é necessário se incorporar plenamente ao "corpor de Cristo", a cuja "testa está Pedro". Ou seja: "FORA DA IGREJA CATÓLICA NÃO HÁ SALVAÇÃO". A doutrina do concílio Vaticano II ensina, entretanto, que as demais igrejas podem conduzir a Igreja Católica, servindo dessa forma de meios de salvação.

Portanto, embora reconheça-se a dificuldade e até mesmo a abiguidade do decreto Unitatis Redintegratio, sua correta interpretação, em continuidade com a Tradição, só pode ser feita pelo Santo Padre. Todas as atitudes, ações, e definições tomadas pelos católicos em nome de um falso ecumenismo, são puros atos de orgulho, pois é fruto de uma interpretação própria e errônea do concílio.

O Papa pode mudar a disciplina dos membros da Igreja, pedindo que se dialogue em vez de condenar, que se unam em vez de se rejeitarem. Mas não pode mudar um dogma de Fé, pois a Verdade revelada é imutável, como o próprio Deus. Assim, não queiramos governar a nós mesmos, como Nossa Senhora alertou em La Sallette, sob pena de nos deixarmos levar pelo pai da mentira e do erro. 

24 de out de 2012

Tradição X Tradição?

Disse Nossa Senhora em La Salette:

"O Vigário do meu Filho terá muito que sofrer, porque por um tempo a Igreja será entregue a grandes perseguições - será o tempo das trevas. A Igreja terá uma crise medonha. Esquecida a santa fé de Deus, cada indivíduo quererá governar-se por si mesmo e ser superior aos seus semelhantes. Serão abolidos os poderes civis e eclesiásticos, toda a ordem e justiça serão calcadas aos pés. Só se verão homicídios, ódios, inveja, mentira e discórdia, sem amor pela pátria e pela família."

  
          Eis que são chegados os tempos em que cada pessoa deseja ter a sua própria doutrina, sua maneira de interpretar a Fé e a Tradição. E não me refiro aos protestantes, espíritas, agnósticos, e nem aos católicos modernistas, carismáticos, ou adeptos da teologia da libertação. Esses já cavaram a sua própria sepultura com a pá do orgulho e da heresia. Mas me refiro a outros católicos, que também cheios de orgulho, agem como se possuíssem autoridade papal para dizer o que é e o que não é.

Por um lado, sabemos que a causa de muitos quererem agir como doutores e papas é justamente a falta de autoridade que assola a Igreja nos dias de hoje. Não que a autoridade não exista; o Papa e os Bispos a detém por direito divino. Mas é fato que ela não é exercida como deveria, pois se fosse, saberíamos identificar a sua voz, que em uníssono conderia os erros e exaltaria a Santa Verdade Católica. A confusão não estaria disseminada dentro da Igreja.

Mas a realidade é que hoje cada pessoa quer definir o que está certo e o que está errado na Igreja. Como disse, não há necessidade de tratar dos modernistas (teologia da libertação, carismáticos, progressistas em geral), pois esses erros já estão condenados há muito tempo, especialmente pelo Santo Papa Pio X. Mas há sim de se falar dos que se proclamam adeptos da Tradição, e que em nome dela chegam por vezes a rejeitar o ensinamento dos Papas e da Igreja.

Por isso, quero apenas levantar alguns questionamentos:


1) Como um católico que se diz ligado à Tradição, e que por esse motivo rejeita o Concílio Vaticano II, não é assim condenado pelo erro 23* do Syllabus de Pio IX?

* ERRO 23: Os Pontífices Romanos e os Concílios ecumênicos ultrapassaram os limites do seu poder, usurparam os direitos dos Príncipes, e erraram, mesmo nas definições de fé e de moral


 2) Como um "católico" Sedevacantista, que afirma portanto que não há Papa desde Pio XII, não está excomungado pelo cânone 1825* do Concílio Vaticano I?

*1825. [Cânon] Se, portanto, alguém negar ser de direito divino e por instituição do próprio Cristo que S.   Pedro   tem   perpétuos   sucessores   no   primado   da   Igreja   universal;   ou   que   o   Romano Pontífice é o sucessor de S. Pedro no mesmo primado – seja excomungado (Concílio Vaticano I - Constituição Dogmática Pastor Aeternus)

Portanto, revisamos duas questões: não há como ser Sedevacantista sem estar excomungado, e não há como aceitar que o Concílio Vaticano II tenha ensinado erros de Fé ou de Moral sem incorrer no erro exposto no Syllabus. Como essas duas posturas - a sedevacantista e a anticonciliar - sempre são tomadas em nome da Tradição, há de se explicar, portanto, como pode alguém se dizer defensor da Santa Tradição e rejeitar o Syllabus de Pio IX ou os dogmas definidos no Concílio Vaticano I.

Não desejo aqui definir nada sobre o ensinamento da Igreja, pois correria o risco de ser eu também enquadrado entre os indivíduos que procurar governar a si mesmos, como profetizado por Nossa Senhora de La Salette. No entanto, faz-se necessário justamente a defesa da autoridade e do legítimo governo da Igreja, a saber, do Papa, exclusivamente, e dos Bispos, unidos a ele.

Dessa forma, nos deparamos com um grave problema: como dizer que o Concílio Vaticano II não possui erros, se a partir dele a crise se espalhou pela Igreja, sempre apoiada em suas definições? Ora, o Papa Bento XVI apresenta uma parte da resposta: a hermenêutica da continuidade.

Muitos teólogos e sábios estudiosos da Igreja acusam o Papa Bento XVI de tentar forçar uma ligação do Concílio com a Tradição, ligação essa que segundo eles seria inexistente. No entanto, como já disse antes, negar a hermenêutica da continuidade é discordar não apenas do Papa, mas também do beato Papa Pio IX. Portanto, negar é rejeitar não apenas o CVII, mas também a Tradição.

Estaríamos então em um beco sem saída?

Não. Se o Papa diz que o Concílio Vaticano II dever ser visto sob a ótica da hermenêutica da continuidade, fiquemos com o Papa. E como a hermenêutica é usada na interpretação de textos difíceis, chegamos aqui ao centro da questão: os textos conciliares oferecem extrema dificuldade a sua leitura em continuidade com a Tradição, e sua leitura e interpretação incorretas por muitíssimos católicos (especialmente os do clero) levaram a Igreja à crise que vemos hoje. Todos os abusos e erros que foram feitos em nome do Concílio, foram feitos em nome de uma interpretação errada, o chamado Espírito do Concílio, filho da hermenêutica da ruptura.

Talvez tenha sido a intenção de alguns inimigos da Igreja  - dentre eles, infelizmente, alguns Bispos e Cardeais - que o Concílio tivesse textos tão difíceis de se interpretar, ambíguos em muitos casos. Mas assim, a Igreja não pode ser culpada de ensinar erros; o que ocorre é que a letra do concílio possui o viés de não impedí-los claramente. Assim, abriram-se as portas para a entrada de tantas ideias errôneas e heréticas no seio da Igreja.

Abriram-se as janelas para entrada do ar mundano - o aggiornamento do Papa João XXIII.

A qualquer católico onde a Fé se mantenha íntegra e o orgulho não a tenha eclipsado, resta apenas aguardar a interpretação infalível - ex cathedra - do Papa atual ou de algum sucessor, que demonstre a continuidade da Tradição até hoje, excomungando os que, com sua interpretação pessoal do concílio, mudarem um jota sequer da Santa Tradição e do Magistério milenar da Igreja.

Rezemos a Nossa Senhora de La Salette para não nos deixarmos levar pelo orgulho; para mantermos a Fé Católica íntegra e santa; e para que a crise medonha que assola a Igreja tenha seus dias abreviados pelo Bom Deus.

9 de out de 2012

O Grande Castelo

Havia um castelo, que era a maior de todas as construções já feitas sobre a Terra. Nele podiam ser abrigadas todas as pessoas, se elas assim o desejassem.
O castelo era defendido por valorosos cavaleiros, comandados pelos ministros do Rei. E o governo era confiado ao primeiro-ministro, que também era o general de todos os guerreiros.

Durante a História esse castelo sofreu diversos ataques externos; mas todos foram repelidos. Também aconteceram ataques de dentro, daqueles que diziam querer defendê-lo; nesses casos, a expulsão dos traidores era imediata.

Certa vez, o castelo encontrou-se em uma situação tal que se podia dizer ser o maior ataque de todos os tempos, com as forças de todos os inimigos combinadas. Como não bastasse, muitos dos cavaleiros se rebelaram e, traindo seu Rei, auxiliavam os inimigos, quando não tomavam a iniciativa própria de atacar as bases internas do castelo.

Os ministros do Rei, em sua maior parte, aliaram-se aos traidores, porém fingindo lealdade ao Rei. No entanto, o primeiro-ministro, que conhecia a situação como ninguém, sabia da traição em massa, mas escolheu ficar calado, com medo da represália dos ministros traidores. Estava ele mais preocupado com a aprovação de seus comandados do que de seu comandante, o Rei.

A situação ficou crítica quando os traidores começaram a amarrar e amordaçar os que se mantinham leais ao Rei, de forma que não pudessem protestar nem reagir. Alguns dos que se mantinham leais e não haviam sido imobilizados, foram expulsos do castelo. E mesmo entre eles havia divergência sobre se deviam ou não entrar novamente e lutar, pois poderiam acabar amordaçados também.

Assim, todos os povos aguardavam a destruição do grande castelo, que por séculos dominou sobre muitas nações.

No entanto, os poucos que ainda torciam pela vitória do Rei, aguardavam ansiosos alguma reviravolta. Havia ainda uma esperança, apenas uma; mas uma esperança muito grande: a Mãe do Rei conhecia o ponto fraco do líder supremo dos inimigos, e a qualquer momento podia derrotá-lo.

4 de out de 2012

Votar em quem?

Diz a Congregação para a Doutrina da Fé: "a consciência cristã bem formada não permite a ninguém favorecer, com o próprio voto, a atuação de um programa político ou de uma só lei em que os conteúdos fundamentais da fé e da moral sejam subvertidos com a apresentação de propostas alternativas ou contrárias aos mesmos."

Portanto, NÃO É LÍCITO a um católico votar em candidato ou partido que:

- seja favorável ao homossexualismo;
- seja favorável ao uso de contraceptivos e preservativos, e a sua distribuição na rede de saúde;
- seja favorável a qualquer tipo de aborto;
- seja favorável a eutanásia;
- seja favorável ao uso de embriões humanos em estudos e/ou fertilizações artificiais;
- seja contra o ensino religioso católico nas escolas;
- considere uma união qualquer como matrimônio;
- permita o divórcio e o adultério;
- favoreça a indecência e a falta de pudor na mídia e no carnaval;
- seja a favor de que o sistema de saúde realize vasectomias e laqueaduras;
- seja contrário a pena de morte;
- seja contra a propriedade privada;
- se declare socialista;
- se declare ateu;

Logo, em não existindo candidato e partido que não se enquadrem em ao menos um dos quesitos apresentados, não é lícito a um católico votar em qualquer um deles.

Só resta o voto branco ou nulo.

Chega de aceitar o menos pior!

18 de jun de 2012

Complementando

Em uma postagem anterior, expus dois requisitos básicos para uma religião poder se candidatar ao posto de única verdadeira, nesse mundo de tantos credos e crenças, tantas enganações e mentiras.

São eles: Dogma e Mistério (conferir DOGMA E MISTÉRIO)

Porém, não são esses os únicos requisitos. Abaixo, seguem mais alguns, complementando o assunto, e fornecendo mais critérios lógicos para se prevenir contra as falsas religiões.

1) Lei Natural

Uma religião não pode, em hipótese alguma, ensinar ou ordenar algo que seja contrário a lei natural dos seres humanos. E por um motivo muito simples: se somos obra de um Criador, a sua religião verdadeira não pode contrariar a sua obra. Se há contradição, então o deus dessa religião é outro que não o Criador de tudo e de todos.

2) Origem

A análise criteriosa da origem da religião pode facilmente eliminar uma porção delas. Sendo que a Religião verdadeira deve ser querida e instituida pelo próprio Deus, jamais seria ela obra de algum rebelde ou pecador. Assim, podemos eliminar todas as falsas religiões que surgiram como ramificações de outras, através da rebeldia de seu fundador, como por exemplo, o protestantismo.

Devemos nos questionar sobre a origem de todas as religiões, nos perguntando: será que Deus, que pode tudo, instituiria dessa forma a sua religião verdadeira no mundo? Seria através de um rebelde, de um herege, de um pecador, ou de um fulano que não tem coragem nem de usar seu verdadeiro nome? Não. É muito mais lógico que Deus, podendo Ele mesmo instituir sua religião sobre o mundo, o fez através de Nosso Senhor Jesus Cristo, que é Deus e fundador da Igreja Católica Apostólica Romana.

3) Milagres

A história da religião que se analisa apresenta milagres e fenômenos naturalmente inexplicáveis, a fim de comprovar a procedência divida de sua Fé? Não há como uma religião ser verdadeira e estar como que abandonada por Deus.

4) Virtudes e Santos

A doutrina da religião leva as pessoas a serem virtuosas, a abandonarem os seus defeitos e vícios? Quantas pessoas podemos identificar na sua história que praticaram as virtudes em grau heróico, de forma que, em muitos casos, seja humanamente impossível de se imitar ou copiar apenas pela simples vontade?

As pessoas que são admiradas como as melhores seguidoras da religião em questão são um grande parâmetro para se identificar a falsidade ou veracidade de um Fé. Como são essas pessoas, são homens e mulheres que abandonaram tudo para fazer a vontade de Deus e servir aos demais? Ou são pessoas que explodiram uma embaixada ou degolaram infieis?

Note-se bem que estou tratando das pessoas mais admiradas, consideradas como seguidoras mais perfeitas da religião. Mesmo a religião verdadeira, é claro, possui pecadores, por vezes piores do que os que não possuem a Fé verdadeira.


Portanto, utilizando os 6 critérios (Dogma, Mistério, Lei Natural, Origem, Milagres, e Santos) podemos facilmente eliminar todas as religiões, doutrinas, crenças e seitas do mundo, com exceção da Santa Igreja Católica Apostólica Romana, que os atende com perfeição.

7 de mai de 2012

Una Voce Brasil

A Una Voce Brasil está em processo de fundação, filiando membros e cadastrando grupos amigos, a fim de lutar pela Tradição, pela Igreja, e pelo Papa.

Conheça, apoie, filie-se!

http://www.unavocebrasil.org/